sexta-feira, 4 de novembro de 2011

REFLEXÕES

                      A autonomia de ser educador

Por Adria Micaele, Bárbara Proença, Jéssica Ferreira e Mariana Riquetto 
 
Dentro do processo educativo há dois agentes básicos: educador e educando. O elo entre essas duas figuras é o conteúdo, que é a relação educador-educando na inteira verdade de sua face contraditória e diversa, bem como  das suas múltiplas determinações.
Dentro deste contexto, se faz um verdadeiro educador aquele que sempre esta a disposição de ser educado, ou seja, que possua uma disposição permanente e sistemática de aprender com sua própria prática
O dicionário Aurélio define docência como ato de ensinar, e discência como ato de aprender. Considerando tais definições, e o fato de que nós, seres humanos, somos seres inacabados e em constante processo de aprendizagem, fica claro que para que o professor adquira uma prática docente significativa, este precisa estar em contato de uma forma constante com a arte de aprender, ou seja, se considerar um eterno aprendiz, ser  aluno insaciável e professor incansável, também fazer a leitura critica cotidiana do conjunto de acontecimentos reais que acontecem diante de nossos olhos
       Sendo assim, é de grande importância ter a consciência de que a educação do mundo precede a educação das palavras, e ensinar exige criticidade, ou seja, não é transferir ou depositar conhecimento, mas sim criar condições para sua construção, pois educar é humanizar e não materializar.
      Educar também é sempre uma aposta no outro, e dentro deste contexto, o educador é aquele que buscará sempre crer para ver, e fazer isso implica em este ver em cada educando o que têm de comum com todos os demais, o que ele é, o que traz de bom, o que já sabe e o que é capaz de fazer, não permitir que preconceitos impeçam de ver a criança ou jovem diante dele, reconhecer a importância de considerar os conhecimentos prévios dos educandos e ser exigente, de forma cabível.
       Considerando o exposto, fica claro que o educador não é uma figura neutra, nem suas concepções de mundo, homem e conhecimento, juntamente com seus instrumentos de trabalho, pois por meio de suas escolhas, este empreende a opção por uma teoria do processo ensino-aprendizagem e do processo educativo em sua inteireza.
      O educador que “pensa certo”, o que envolve a rejeição de qualquer forma de discriminação, transparece aos educandos a beleza que é estar no mundo, intervindo e conhecendo-o, e se faz por reforçar a capacidade crítica, insubmissão e curiosidade destes, corre riscos e aceita o novo para renovação de sua pratica docente. Pensar certo, do ponto de vista do professor, implica respeitar tanto o senso comum, quanto incentivar a criatividade, e para que ocorra uma prática docente crítica, o movimento dialético entre o fazer e o pensar sobre o fazer, é fundamental.
Sendo assim, a maior contribuição na formação permanente dos professores é a reflexão crítica sobre a prática que esta interligada à raiva necessária na educação, sendo esta uma raiva que protesta contra as injustiças, deslealdade, desamor, exploração, violência, etc. 
“Sem descobrir, com as próprias entranhas, essa verdade essencial, a gente pode tornar-se um funcionário da educação, mas jamais um educador.” (COSTA, 1990:22)

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