A autonomia de ser educador
Por Adria Micaele, Bárbara Proença, Jéssica Ferreira e Mariana Riquetto
Dentro
do processo educativo há dois agentes básicos: educador e educando. O
elo entre essas duas figuras é o conteúdo, que é a relação
educador-educando na inteira verdade de sua face contraditória e
diversa, bem como das suas múltiplas determinações.
Dentro
deste contexto, se faz um verdadeiro educador aquele que sempre esta a
disposição de ser educado, ou seja, que possua uma disposição permanente
e sistemática de aprender com sua própria prática
O
dicionário Aurélio define docência como ato de ensinar, e discência
como ato de aprender. Considerando tais definições, e o fato de que nós,
seres humanos, somos seres inacabados e em constante processo de
aprendizagem, fica claro que para que o professor adquira uma prática
docente significativa, este precisa estar em contato de uma forma
constante com a arte de aprender, ou seja, se considerar um eterno
aprendiz, ser aluno insaciável e professor
incansável, também fazer a leitura critica cotidiana do conjunto de
acontecimentos reais que acontecem diante de nossos olhos
Sendo
assim, é de grande importância ter a consciência de que a educação do
mundo precede a educação das palavras, e ensinar exige criticidade, ou
seja, não é transferir ou depositar conhecimento, mas sim criar
condições para sua construção, pois educar é humanizar e não
materializar.
Educar
também é sempre uma aposta no outro, e dentro deste contexto, o
educador é aquele que buscará sempre crer para ver, e fazer isso implica
em este ver em cada educando o que têm de comum com todos os demais, o
que ele é, o que traz de bom, o que já sabe e o que é capaz de fazer,
não permitir que preconceitos impeçam de ver a criança ou jovem diante
dele, reconhecer a importância de considerar os conhecimentos prévios
dos educandos e ser exigente, de forma cabível.
Considerando
o exposto, fica claro que o educador não é uma figura neutra, nem suas
concepções de mundo, homem e conhecimento, juntamente com seus
instrumentos de trabalho, pois por meio de suas escolhas, este empreende
a opção por uma teoria do processo ensino-aprendizagem e do processo
educativo em sua inteireza.
O
educador que “pensa certo”, o que envolve a rejeição de qualquer forma
de discriminação, transparece aos educandos a beleza que é estar no
mundo, intervindo e conhecendo-o, e se faz por reforçar a capacidade
crítica, insubmissão e curiosidade destes, corre riscos e aceita o novo
para renovação de sua pratica docente. Pensar certo, do ponto de vista
do professor, implica respeitar tanto o senso comum, quanto incentivar a
criatividade, e para que ocorra uma prática docente crítica, o
movimento dialético entre o fazer e o pensar sobre o fazer, é
fundamental.
Sendo
assim, a maior contribuição na formação permanente dos professores é a
reflexão crítica sobre a prática que esta interligada à raiva necessária
na educação, sendo esta uma raiva que protesta contra as injustiças,
deslealdade, desamor, exploração, violência, etc.
“Sem descobrir, com as próprias entranhas, essa verdade essencial, a gente pode tornar-se um funcionário da educação, mas jamais um educador.” (COSTA, 1990:22)
“Sem descobrir, com as próprias entranhas, essa verdade essencial, a gente pode tornar-se um funcionário da educação, mas jamais um educador.” (COSTA, 1990:22)
Nenhum comentário:
Postar um comentário