Os desafios da alfabetização em
Braille
Por: Adria Micaele
A Educação Especial,
de modo geral, exige o preparo dos professores para lidar com a deficiência do
aluno, no caso do cego, requer uma metodologia mais diversificada,
principalmente no período de alfabetização que é uma fase de descobertas e
desafios. Por isso o educador tem que se dedicar e desenvolver estratégias para
que o resultado seja positivo, independente da idade que a criança comece a
frequentar a escola.
A criança vidente
já nasce com ideias de leitura e escrita, pois tem muito mais contado com meios
de comunicação no seu dia a dia do que a criança cega, que tem mais
dificuldades de interação, já que o Braille não faz parte do seu cotidiano,
muitas ainda precisam desenvolver habilidades motoras para utilizar esse
recurso e só tomam contato com a escrita e a leitura no período escolar. De
acordo com Elizabet Dias de Sá
(Coordenadora do Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência
Visual de Belo Horizonte (CAP-BH) o processo de ensino aprendizagem depende
do desenvolvimento intelectual, simbólico e emocional da criança, pois decifrar
o sistema Braille não garante a total aprendizagem necessária para se
alfabetizar. Em contra partida percebemos que o sistema de ensino não oferece
muito suporte, há uma grande dificuldade com relação a materiais e até mesmo ao
espaço físico apropriado para alunos com esse tipo de deficiência, no caso de
uma escola regular.
Por isso para
alfabetizar uma criança cega, é necessário um método especifico, perceber o que
o aluno já sabe para adquirir novos conhecimentos, e não somente investir na
formação ou no domínio do sistema Braille, pois a educação inclusiva exige do
professor saber conviver, respeitar as diferenças e se comprometer, tendo em
vista que a alfabetização é um processo, que leva tempo e requer esforço de
ambas as partes, para que possamos ter uma educação cada vez mais inclusiva.
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